quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

AS NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) torna-se um valioso instrumento de aprendizagem em nossas escolas.
        Essas tecnologias precisam estar equipadas de forma a atender efetivamente os educandos, com profissionais capacitados para atender as necessidades e interesses de todos. A TIC contribui com a Educação de forma a melhorar a qualidade do ensino tendo em vista que o acesso permite novas abordagens, novas aprendizagens, a busca de um conhecimento mais sistematizado e o desenvolvimento das capacidades de lidar com as diversas formas de pesquisa e acesso as informações.
Dessa forma, as políticas públicas voltadas a educação deve considerar o uso das novas tecnologias como ferramenta indispensável a aprendizagem e para tanto, precisa traçar objetivos e metas que atenda a demanda visando combater a exclusão digital em nossas escolas.



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016


                   POLÍTICA EDUCACIONAL NO BRASIL


No decorrer dos anos no Brasil, a Política Educacional fora definida de formas diferentes, por ser um elemento de normatização do Estado e que envolve interesses políticos diversos, no entanto, a Política Educacional de um país deve ser guiada pelo povo, respeitando o direito de cada indivíduo e assegurando o bem comum.
Desde a redemocratização do país, houve mudanças acentuadas na educação brasileira, com destaque para a aprovação e promulgação da Constituição Federal de 1988, que garantiu uma concepção ampla de educação e sua inscrição como direito social inalienável, bem como a partilha de responsabilidade entre os entes federados e a vinculação constitucional de recursos para a educação.
A educação é marcada por políticas públicas que visam melhorar a qualidade do ensino. No entanto, as mudanças que vem ocorrendo no plano das concepções e das práticas, no Brasil, têm resultado em realidade educacional excludente e seletiva. Vivencia-se, no país, um conjunto de ações, de modo parcial ou pouco efetivo.
Em 2014 houve a implantação do Plano Nacional de educação (PNE, 2014-2024), sua tramitação envolveu grande mobilização por parte de estudiosos, educadores da área e outros que participaram efetivamente de sua elaboração. Este tem o objetivo de orientar as políticas educacionais para os próximos 10 anos e incorporar reivindicações históricas dos educadores que contribuam na melhoria da qualidade do ensino.
O plano Nacional de educação tem em sua redação 20 metas com suas respectivas estratégias, dentre elas, a de número 7, ganha um caráter mais complexo uma vez que contempla 36 estratégias a serem seguidas para a efetivação dos anseios da área. Essa meta faz ênfase a aprendizagem na idade certa e esse fator está relacionado a melhoria da qualidade do ensino o que a torna ambiciosa tendo em vista a realidade socioeconômica dos alunos nas diferentes realidades onde estão inseridos, o que requer uma ação pedagógica diferenciada.
Tornar a educação brasileira de qualidade significa obter avanços significativos no que tange o processo de ensino aprendizagem. Necessita absorver todas as crianças e jovens, garantindo-lhes uma educação consistente com o mesmo padrão de qualidade, para tanto, é preciso garantir uma equidade e repensar nas práticas educacionais vigentes e na real situação dos alunos dentro da escola. Para SAVIANE (2014) o Plano Nacional de Educação deixa a desejar em alguns pontos, nos fatores internos e externamente quando se trata do mecanismo de financiamento que garanta o funcionamento do sistema de ensino e um padrão de qualidade que atenda todas as classes por igual.  Assim pode-se verificar uma incoerência entre o discurso e os procedimentos da política educacional.  Este mesmo autor acrescenta que,” No caso do magistério, faltou assegurar a criação de uma rede pública de formação de professores ancorada nas universidades públicas como forma de livrar a educação básica pública da condição de refém do baixo nível das escolas superiores privadas”.
Aliados ao redimensionamento do financiamento da educação básica, destacam-se os planos de educação, prioritariamente o PNE, os Planos Estaduais de Educação (PEE) e os Planos Municipais de Educação (PME). Se entendidos como planos de Estado, estes deveriam implicar em redirecionar as políticas e gestão e, principalmente, de financiamento do orçamento público. Tal dinâmica encontra-se desarticulada e associada à desconcentração que tem marcado a educação nacional pois como diz Saviane( 2008) “Utiliza-se um princípio aplicado desde o regime militar: a busca do máximo de resultados com o mínimo de dispêndio. Então, esse é o primeiro aspecto que interfere na qualidade da educação”.





 Referências:
AZEVEDO, Janete. Educação como política pública. São Paulo: Autores Associados, 1997. (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo).

Conselhos Escolares: uma estratégia de gestão democrática da escola pública. Brasília: DF, 2004, p. 23-27.
      Lei Nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação e dá   outras providências.                 

       Revista Retratos da Escola, Brasilia, V.8,n 15,jul/dez,2014, biblioteca da sala,p.231.


                      CURRÍCULO E O DIREITO À EDUCAÇÃO.


Estamos inseridos em uma época repleta de mudanças em todos os âmbitos da sociedade onde há diferentes pensamentos, bem como, complexas vivencias culturais. Tais fatores refletem diretamente no setor educacional tendo em vista que é um cenário de socialização e através da educação buscamos uma formação compatível com as exigências que hora se propagam.
Nesse contexto, é preciso que professores e demais profissionais da escola repensem novas formas de ensino e aprendizagem, para tanto, devem trabalhar com conteúdo que atenda aos educandos de forma plena, com um currículo amplo e flexível que represente a composição dos conhecimentos e valores que caracterizam um processo social.
Dessa forma, entendemos que o currículo não se trata apenas dos conteúdos a serem ensinados, mas também da valorização do saber adquirido pela vivencia sociocultural dos educandos, que deve ser inserida nas práticas pedagógicas, de modo que sejam analisadas e sistematizadas.  Associa-se o currículo ao conjunto de esforços pedagógicos desenvolvidos com intenções educativas (MOREIRA e CANDAU 1996), onde cada ação pode ser valorizada e considerada como uma construção social.
Nesse processo, o currículo não se estabelece apenas na comunidade escolar, pois as atitudes e valores transmitidos na vivência, nas relações sociais devem ser levados em conta, portanto, o currículo oculto deve ser considerado. Silva (1999) entende que, o currículo oculto é “o conjunto de atitudes, valores e comportamentos que não fazem parte explícita do currículo, mas que são implicitamente ensinados através das relações sociais, dos rituais, das práticas e da configuração espacial e temporal da escola”. Assim, representa as influências sofridas pelo aluno, imprevistos que acontecem no decorrer do ensino.
            Na instituição escolar, o currículo deve ocupar lugar primordial na construção dos projetos, metas e objetivos, pois  é essencial na atuação pedagógica. Portanto é fundamental que passe por constantes discussões, reflexões e planejamentos com ênfase na LDB, DCN, PCN’s e nas diversas propostas que tratam desse currículo, pois a escola deve estar preparada para socializar seus conhecimentos de forma clara e responsável.
Muitos fatores interferem ou não na aprendizagem dos educandos, o que eles aprendem resulta da contextualização de conteúdos e espaços de referência. Os sujeitos envolvidos na ação educativa devem participar e discutir com o gestor e professores na construção dos projetos e nas ações educativas, no intuito de saber se o currículo está de acordo com a qualidade do ensino, se valoriza seus direitos e a sua formação integral.
Nesse intuito, a equipe gestora e professores ao elaborarem o currículo precisam ter em mente os seguintes questionamentos: para quê, para quem, qual o conteúdo a ser ensinado, a metodologia e os objetivos a serem alcançados. Essa equipe também precisa estar atenta a todo processo que envolve o currículo escolar e suas implicações na educação dos sujeitos e na qualidade do ensino o que propõe uma formação mais consistente nessa área, com ações voltada para a promoção da organização e da articulação de todas as condições materiais e humanas necessárias para garantir os avanços dos processos sócio educacionais da escola e a melhoria da qualidade do ensino
A escola de forma geral, não pode ficar alheia às mudanças que ocorrem ao seu redor, pois esse novo cenário nos obriga a rever os conteúdos a serem ensinados, as formas de planejar e lidar com novas situações. A discussão sobre currículo não envolve apenas organização e seleção de conteúdo, mas as concepções acerca da sociedade e seu desenvolvimento. Segundo Santos e Moreira(1996) “em parte por meio do currículo, diferentes sociedades procuram desenvolver os processos de conservação, transformação e renovação dos conhecimentos historicamente acumulados”.
Sabemos que existem na escola diferenças de saberes e ritmos de acompanhamentos de conteúdos por parte dos educandos, estes muitas vezes são classificados como inferiores, lentos etc. A escola deve repensar o currículo em função da desigualdade, pois todos têm direito à educação, cultura, esporte e lazer. Sendo assim, este currículo deve considerar o ser humano na sua integralidade para que atenda a todos de forma significativa, pois isso é um desafio para a escola. No entanto, os princípios norteadores definidos pela LDB 9394/96 ampliam e fundamentam as ações da gestão escolar nesse processo, nas quais precisa desenvolver na escola uma gestão democrática buscando a integração de todos os segmentos da comunidade escolar, melhorando a qualidade do processo de ensino aprendizagem, na tentativa de obter resultados satisfatórios



Referências

BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União. Brasília, DF, v. 134, n. 248, p. 27833-841, 23 dez. 1996
CURY, Carlos Roberto Jamil. Direito a Educação: um campo de atuação do gestor na escola.
MOREIRA, Antônio Flávio Barbosa. O Campo do Currículo no Brasil: os anos noventa. In: Currículo sem Fronteiras, 2001.
SANTOS. L. L.C.P e MOREIRA, A. F. Currículo: questões de seleção e organização do conhecimento. In: Caderno Idéias. N.26, FDE. São Paulo, 1996.
SILVA, T. T. da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.




                GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA

Nos últimos tempos a gestão escolar democrática e participativa adquire uma conotação cada vez mais consistente devido aos constantes problemas que envolvem a educação e a instituição escolar. Ela deve estar voltada para a promoção da organização e da articulação de todas as condições materiais e humanas necessários para garantir os avanços dos processos sócio educacionais da escola e a melhoria da qualidade do ensino.
             Essa qualidade de ensino necessita de métodos mais consistente de ações desenvolvidas pela comunidade escolar tendo em vista a complexidade dos problemas educacionais o que e demandam uma visão global e abrangente Luck(2006) assim como uma ação articulada, dinâmica e participativa. O gestor exerce um grande papel, pois estabelece o direcionamento para mobilizar, sustentar e dinamizar as ações da escola no intuito de melhorar a qualidade do ensino juntamente com todos que fazem parte da comunidade escolar.
             Desta forma, a Escola Rosa de Lima Bezerra atende os princípios da gestão democrática participativa uma vez que os processos decisórios são feitos de forma coletiva de modo que as finalidades da escola e metas traçadas são a priori discutidas em conjunto. A gestão e a equipe pedagógica se organiza de forma democrática e segue uma linha pedagógica mesclada, com decisões articuladas com os demais membros principalmente professores, supervisores e coordenadores seguindo as diretrizes e a proposta pedagógica da escola com planejamento participativo, contextualizado e multidisciplinar valorizando as experiências positivas.  Nesse processo, os professores tornam-se também responsáveis pela forma de organização e gestão pois seu trabalho em sala de aula é a razão de ser da organização e gestão escolar ( LIBÂNEO ,2005). Nesta instituição não existe um nível hierárquicos, mas sujeitos iguais com funções diferentes que trabalham de forma coletiva em prol de uma educação de qualidade.
Os desafios na Escola Rosa de Lima são uma constante uma vez que vem trazendo um histórico de violência, evasão e reprovação bem acentuados. No entanto, neste ano em curso foi desenvolvido uma grande parceria entre professores, funcionários, gestor, coordenadores e a comunidade no intuito de amenizar tais problemas. Foram feitas reuniões com a participação dos pais onde os mesmos opinaram e deram sugestões acerca de resolução dos problemas na escola. Da mesma forma, no que se refere a gestão financeira as ações são discutida coletivamente e as formas de direcionamento dos recursos destinados a escola são definidos priorizando, de forma transparente, as ações diretamente relacionadas a melhoria da qualidade do ensino, dentre outras prioridades destacadas pelos membros.
 A participação do conselho escolar é sempre relevante em todos esses casos uma vez que é através deste que as decisões são articuladas, efetivadas e registradas, com esse intuito foram efetivadas algumas ações para o fortalecimento do mesmo. As ações na escola sempre são compartilhadas, embora as vezes a participação se acentua mais entre os membros efetivos da instituição tendo em vista que a participação da comunidade local fica um pouco a desejar pelo fato de serem poucos os membros presentes nas reuniões e assembleias realizadas pela escola.
Trabalhar de forma coletiva também é um desafio e nem sempre existe o consenso por parte dos membros da escola. No entanto, os princípios norteadores definidos pela LDB 9394/96 ampliam e fundamentam as ações da gestão escolar, nas quais precisa desenvolver na escola uma gestão democrática buscando a integração de todos os segmentos da comunidade escolar, melhorando a qualidade do processo de ensino aprendizagem, na tentativa de obter resultados satisfatórios.


Referencias.
BRASIL: lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- Lei 9394/1996.
CURY, Carlos Roberto Jamil. Direito a Educação: um campo de atuação do gestor na escola.
LIBÂNEO, J. C; OLIVEIRA, J. F; TOSCHE, M. S. Educação Escolar: políticas,estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2005.

LÜCK, Heloísa. Concepções e processos democráticos de gestão educacional. Rio de Janeiro, Editora Vozes, 2006.
Este Blog foi criado com o intuito de compartilhar com o público em geral assuntos relacionados a Educação e os trabalhos desenvolvidos no Curso de Especialização em Gestão Escolar.